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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Leonardo Rodriguês
MARCO KERKMEESTER
"A rede Santo Grão banca a instalação das novas unidades e o lucro é dividido meio a meio"
Casos de funcionários que se tornam donos das empresas para as quais trabalham não são incomuns. Mas a rede paulistana de cafeterias Santo Grão transformou esse tipo de oportunidade em estratégia de expansão. Fazer dos próprios empregados patrões de novas unidades foi a maneira que o neozelandês Marco Kerkmeester, proprietário do grupo, inventou para reproduzir a filosofia de bem-estar da primeira casa em todas as demais. “Quero trabalhar com pessoas que entendam a cultura do Santo Grão”, afirma. Marco banca o custo de implantação do local e passa o gerenciamento a seu ex-contratado. O lucro é dividido meio a meio. A marca hoje agrupa uma fábrica de café, para produção e comercialização do produto embalado em 75 pontos de venda, e uma família de três cafeterias que deve ganhar um quarto integrante até o fim do ano. O estilo peculiar de crescimento dá resultados: Marco estima um aumento de 33% no faturamento de 2009 em relação ao período anterior. E não hesita em prever: “Vamos manter a mesma taxa nos próximos anos”.
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